Irrigação não é despesa, mas sim investimento

Irrigação não é despesa, mas sim investimento

A irrigação continua a ser um dos grandes trunfos para o produtor rural. Irrigar, como há muito já é frisado, não é apenas manter o solo úmido em condições ideais para o bom desenvolvimento das culturas, mas também uma ferramenta fantástica de planejamento de safra para os produtores rurais.
Irrigação eficiente significa não usar mais água e energia do que necessário para manter produtividade ou aumentá-la em níveis de ótimo retorno econômico, afinal o que se deseja, além de uma cultura viçosa e produtiva, é o melhor retorno financeiro que a atividade pode oferecer. É por isso que possuir uma determinada porcentagem de área irrigada na propriedade para garantir e aumentar a produtividade das culturas instaladas é um dos maiores trunfos que os produtores irrigantes possuem (quando esta possui os recursos hídricos e energéticos disponíveis).
“A escolha de um sistema passa, por exemplo, pela análise dos recursos existentes na propriedade, as culturas que se deseja irrigar, o regime pluviométrico daquela região e outros parâmetros climáticos além da rentabilidade da cultura, tipo de solo, custo da energia, etc.”
Outro ponto importante para ressaltar é o de que não existe o melhor sistema de irrigação como uma certeza imutável, ou uma crença. A escolha de um sistema passa, por exemplo, pela análise dos recursos existentes na propriedade, as culturas que se deseja irrigar, o regime pluviométrico daquela região e outros parâmetros climáticos além da rentabilidade da cultura, tipo de solo, custo da energia, etc. Essa análise deve ser assistida por profissionais habilitados e experientes para que a decisão seja segura e acertada.
“Mesmo em momentos de dificuldades e incertezas no mercado, o produtor não pode se deixar oprimir. É necessário seguir com o pé no chão, com decisões embasadas e repensar suas técnicas de produção.”
Mesmo em momentos de dificuldades e incertezas no mercado, o produtor não pode se deixar oprimir. É necessário seguir com o pé no chão, com decisões embasadas e repensar suas técnicas de produção. Dessa forma poderá, de maneira consciente, aumentar sua eficiência, produtividade e reduzir seus custos de produção, sem para isso ter que necessariamente abandonar investimentos.
O que muda em momentos de tribulações é que passa a não haver mais margens para desperdícios e descasos com os métodos produtivos, qualidade de insumos e equipamentos, o que acaba, muitas vezes, passando desapercebidos em momentos de fartura. As dificuldades sempre levam a meditar sobre como fazer as coisas de maneira melhor. Toda vez que melhoramos nossos processos, mesmo que aos poucos, se ganha muito!

Irrigação não é despesa, mas sim investimento. É sim uma forma de assegurar que todos os outros investimentos realizados, quer sejam no solo, em máquinas, em sementes e outros insumos, não serão perdidos por instabilidades climáticas, que serão sempre uma constante e de previsão limitada.

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Levy Lobato,
Engenheiro Agrônomo (ESALQ),
Gerente Técnico, Comercial da Irrigabras Irrigação do Brasil.