Plano de expansão, aprimoramento e desenvolvimento sustentável da agricultura irrigada

Plano de expansão, aprimoramento e desenvolvimento sustentável da agricultura irrigada

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) lançou em 10 de maio, o “Plano de Expansão, Aprimoramento e Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Irrigada. Segundo a pasta, o objetivo é ampliar a área irrigada em 1,5 milhão de hectares até 2019 e em mais 3,5 milhões de hectares entre 2020 e 2024, aprimorar os atuais, cerca de 6,2 milhões de hectares que já são dotados de sistemas de irrigação atualmente e induzir a adoção de medi-das que levem a que o desenvolvimento da agricultura irrigada seja baseado com conceitos de desenvolvimento sus-tentável.
Na primeira etapa, que tem início em 2016, foram previstas: a ampliação da área irrigada em 1,5 milhões ha, con-siderando a infraestrutura atualmente disponível; implantação de 50 unidades demonstrativas; capacitação de 20 mil produtores e técnicos; implantação de 3 Centros de Referência em agricultura irrigada.
Cabe lembrar que o Plano se dirige especialmente a irrigação privada que reponde hoje por 95% da irrigação no país. Por isso, fomos ao Mapa saber sobre seu andamento.
Quem nos respondeu foi O Coordenador de Irrigação e Estratégias Contra a Seca da Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Demetrios Christofi-dis.

O Plano De Expansão Aprimoramento e Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Irrigada se mantém?
Sim, o que pode ocorrer é que sejam melhor definidas as prioridades e etapas de execução, e até mesmo a inserção de novos objetivos, novas parcerias e ajustes a partir de estudos e trabalhos de levantamentos das potencialidades e de diagnósticos, que serão realizados sobre as opções e regiões que apresentam maiores possibilidades de resposta aos instrumentos indutores à adoção da prática da irrigação pelos agricultores.

Qual deles ou quais, já conta com ações concretas para ter início em 2016?
A ampliação da área irrigada já vem sendo estimulada desde início do ano de 2016 e perdurará até 30 de junho de 2016, pelas condições oferecidas pelo Plano Agrícola e Pecuário de 2015-2016, que contemplou taxa de juros de 4,0% ao ano para; (1) financiamento de componentes de sistemas de irrigação; (2) reservatórios de água nas propriedades; e (3) sistemas de energia nas propriedades onde ocorre a prática da irrigação.
O Plano Agrícola 2016- 2017, que vigorará a partir de 01 de julho de 2016, deverá manter as propostas, ajustando a taxa de juros à conjuntura atual, mas com diferencial de taxa de juros, que possibilite que se constitua em fator de atração para adesão dos agricultores à praticarem a irrigação, inclusive com a possibilidade proposta, atualmente em análise, para financiamento de sistemas de cultivos irrigados protegidos.

No campo da capacitação, foi iniciado e encontra-se em pleno desenvolvimento em conjunto com a Embrapa o Ir-rigaWeb, que conta com 600 participantes no primeiro período de 2016 e que está previsto para o segundo semestre com propósito de desenvolver capacidades de cerca de 650 envolvidos com os propósitos do Plano.

O senhor pode nos falar qual a sinalização deste governo ao setor irrigante?
A sinalizações mais significativas são os instrumentos oferecidos pelos sucessivos planos agrícolas do MAPA (2015-2016 e 2016-2017 e subsequentes), que apresentam condições diferenciadas e atrativas de taxas de juros para sistemas de irrigação e para componentes de suporte à prática da irrigação, para o Seguro Rural, que é diferenciado para os agricultores irrigantes.
Uma segunda significativa do governo ao setor irrigante será definida com a finalização dos trabalhos d o E studo de “Identificação de Áreas Prioritárias para Desenvolvimento da Agricultura Irrigada Sustentável no Brasil.”, realizado pela FAO, com o MAPA e a ANA, em fase de conclusão, que indicará neste primeiro semestre de 2016, as regiões que apresentam maior capacidade de resposta às iniciativas de induções pelas políticas públicas para os agricultores ado-tarem a prática da irrigação, com fomento por meio de infraestruturas de suporte (hídrico, energético, de transporte, armazenamento, agroindustrial, logística…), e de desenvolvimento de capacidades.

As prioridades continuam sendo as mesmas? O Semiárido e o Matopiba?
Preliminarmente foram selecionados cerca de 1.150 municípios, que apresentam potencialidades com áreas aptas da ordem de 12,5 milhões de hectares para serem irrigados em médio prazo.
Essas áreas: (1) Não apresentam restrições ambientais; (2) possuem boas possibilidades de atendimento por dispo-nibilidade hídrica quantitativa e qualitativa; (3) apresentam boas condições técnicas e de aptidão para agricultura irrigada; e (4) as infraestruturas de suporte para irrigação estão disponíveis ou programadas para ocorrerem em médio prazo.
O Semiárido brasileiro, pelas suas condições de requerer, obrigatoriamente, a irrigação para seu pleno desenvolvi-mento, será objeto de proposta para atendimento prioritário com irrigação pelo Plano Agrícola e Pecuário. Essa região será acompanhada com ações prioritárias sendo aplicadas na região de MATOPIBA, pelo potencial que possui. Pelo Centro Oeste e pelas demais regiões brasileiras, nas quais serão definidos os polos com condições propícias para ex-pansão, aprimoramento e desenvolvimento sustentável da agricultura irrigada.