Estudo aponta que uso de Pivôs Centrais na irrigação cresceu mais de 30%

Estudo aponta que uso de Pivôs Centrais na irrigação cresceu mais de 30%

O Levantamento da Agricultura Irrigada por Pivôs Centrais no Brasil – ano 2013, é o primeiro estudo em escala nacional e revela que aproximadamente 18 mil pivôs ocupam uma área de 1,18 milhão de hectares no país – área que representa um aumento de 32% em relação a apontada no último Censo Agropecuário em 2006. Os Estados de Minas Gerais (31%), Goiás (18%), Bahia (16%) e São Paulo (14%) concentram cerca de 80% da área ocupada por pivôs centrais no país.
Ainda não há publicação porque apenas a etapa de levantamento de dados está concluída mas, é um importante estudo para todo o setor de irrigação e está sendo realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo (MG) – CNPMS da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O estudo foi realizado levando em consideração a expansão da agricultura irrigada no Brasil, os conflitos pelo uso da água, a carência de dados atualizados sobre as áreas irrigadas e a necessidade de planejamento e ordenamento da atividade em bases econômicas e ambientais sustentáveis. A técnica de pivôs centrais foi escolhida como objeto do levantamento por ser o método de maior expansão no país nos últimos anos.
Os quatro Estados que concentram a maior área irrigada por pivôs centrais no país, contribuem para concentração desse uso nas bacias dos rios São Francisco, Parnaíba, Grande e Paranapanema – cerca de 350 mil hectares em Minas Gerais, 300 mil hectares em Goiás, 100 mil hectares na Bahia e 90 mil hectares em São Paulo. Essas regiões ficam em áreas densamente povoadas e com alto índice de industrialização, o que resulta num maior consumo de água. Considerando as regiões hidrográficas só a do Paraná concentra quase 530 mil hectares irrigados por pivôs centrais e a do São Francisco 350 mil hectares.
A parceria entre as duas instituições vai até o fim deste ano. Está sendo realizado ainda o levantamento referente a 2014, assim será possível fazer um comparativo quantitativo dos pivôs a curto prazo, entre 2013 e 2014. Com os resultados, os principais polos de expansão da irrigação poderão ser monitorados mais amplamente e o restante do País poderá ser monitorado com periodicidade bienal ou trienal.

Com o levantamento, que utilizou imagens de satélites e a análise delas, é possível aperfeiçoar as estimativas de demandas da água e os dados podem ser utilizados na elaboração de planos de recursos hídricos, em estudos de bacias críticas e em publicações, como o relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil.

A partir do cruzamento das bases de dados referentes à agricultura irrigada com as bases de bacias hidrográficas (da ANA) e de municípios (do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os gestores públicos poderão ter informações para gestão do uso da água na irrigação e a avaliação da safra agrícola.

Outra possibilidade para utilização dos dados obtidos pelo estudo é o cruzamento com cadastros e outorgas de recursos hídricos, apontando o nível de regularização nas sub-bacias. Assim, é possível planejar campanhas de regularização e fiscalização de usuários de água.

Fonte: Ascom ANA